• Instituto Interamericano de Cooperação para a Agricultura
  • Resultados, nosso compromisso

Países das Américas e Caribe buscam estratégias comuns para garantir a saúde de consumidores no comércio internacional de alimentos

Países das Américas e Caribe buscam estratégias comuns para garantir a saúde de consumidores no comércio internacional de alimentos

Colóquio preparatório para reuniões internacionais do Comitê do Codex Alimentarius, efetuado em Brasil, debateu posições relacionadas a higiene dos alimentos, nutrição humana e resistência aos antimicrobianos.

Mais de 45 especialistas de 14 países da América Latina e do Caribe participaram do evento.

Brasília, 5 de outubro de 2018 (IICA). Questões técnicas importantes ligadas à nutrição humana, higiene e inocuidade dos alimentos e à resistência antimicrobiana foram discutidas no Colóquio do Codex Alimentarius, evento preparatório às reuniões internacionais da organização, promovido em Brasília.

Representantes de 14 países da América Latina e Caribe trabalharam em conjunto procurando entender as diferentes visões apresentadas e desenvolver estratégias comuns para atingir os objetivos de garantir práticas leais de comércio de alimentos e proteger a saúde de consumidores.

O evento é promovido pelo Instituto Interamericano de Cooperação para a Agricultura (IICA) e pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA, na sigla em inglês), com apoio da Coordenação do Codex para América Latina e Caribe (CCLAC).

O líder em Sanidade Agropecuária e Inocuidade de Alimentos (SAIA) do IICA, Robert Ahern, ressaltou o trabalho do Codex Alimentarius para, em última instância, permitir o acesso das pessoas à alimentação segura e saudável.

“A maioria das normas e padrões desenvolvidos pelo Codex são relevantes especificamente para o comércio internacional, mas, no processo de desenvolver e submeter esses procedimentos, a maioria dos países acabam aprimorando seus padrões de segurança alimentar no geral. Isso faz com que os consumidores, independentemente de onde estão comprando alimentos ou de quem estão comprando, tenham acesso a alimentos seguros e saudáveis”, argumenta Ahern.

Durante o Colóquio, os grupos de trabalho formados analisaram diretrizes e fizeram propostas relativas a documentos técnicos que influenciam diretamente, em âmbito mundial, temas que unem alimentação, saúde humana e saúde animal.

O grupo que debateu Higiene dos Alimentos tratou da revisão do documento-chave do Comitê de Higiene do Codex Alimentarius, que contém os princípios gerais da temática. De acordo com Norman Bennett, gerente de Inocuidade dos Alimentos do Ministério de Agricultura, Pecuária e Pesca do Uruguai, os participantes identificaram, por exemplo, que é necessário criar uma série de novas definições nesse âmbito.

Além disso, foi desenhado o projeto de um documento sobre a bactéria Escherichia Coli, que será apresentado na próxima reunião do Comitê do Codex, no Panamá no próximo mês de novembro. A bactéria habita normalmente o intestino humano, mas, em alguns casos, pode ser produtora de toxinas que causam sérias infecções alimentares.

A partir do diálogo no Colóquio, outros temas serão levados ao Comitê de Higiene de Codex, como a rotulagem sobre substâncias alérgenas, ou seja, a informação relacionada a aditivos ou ingredientes que podem causar alergias em algum grupo de pessoas.

Aspectos relevantes da nutrição adequada para a população foram abordados no grupo Nutrição e Alimentos para Usos Dietéticos Especiais. Alberto Barreiro, do Instituto Nacional de Alimentação e Nutrição do Ministério da Saúde do Paraguai, destacou o debate sobre a importância das fórmulas lácteas para bebês e crianças, usadas na alimentação do lactante em substituição ao aleitamento materno, quando este não é possível.

“É um alimento sensível para uma parte da população, também sensível, por isso temos grande interesse no tema. As normas do Codex são sempre nossa normativa de referência, porque, no caso do Paraguai, importamos também de zonas externas ao Mercosul”, aponta Barreiro.

A importância de garantir que a rotulagem da informação nutricional de alimentos contenha informações científicas confiáveis foi outro ponto discutido no grupo, com apontamentos que serão levados ao encontro internacional do Codex.

Com relação ao tema da Resistência Antimicrobial, os participantes debateram pontos onde foram identificadas maiores complicações para entendimento em função das realidades diversas dos países, visando não duplicar esforços.

De acordo com o supervisor técnico da Direção de Serviços Veterinários do Serviço Nacional de Sanidade Alimentar da Argentina, Lisandro Ruiz, “o tema da resistência aos antimicrobianos afeta a todos, trazendo problemas tanto para a saúde animal como para a saúde humana, por isso precisamos implementar programas dentro das possibilidades de cada país, com a intenção de unificar critérios e fortalecer os sistemas de vigilância das nações”.

A coordenadora do Codex Alimentarius no Departamento de Agricultura dos Estados Unidos, Mary Frances Lowe, concluiu que os países saem do Colóquio “muito melhor preparados para participar das reuniões internacionais do Codex, devido ao intercâmbio de conhecimentos e de propostas”.

Ela enfatizou o papel do IICA como “parceiro fundamental nas relações entre as Américas e Caribe, por ser um organismo internacional do qual todos nós pertencemos, com escritórios bem estabelecidos e redes de contatos com capilaridade através das regiões”.

Mais informações: 
Carolina Fleury, Assessora de Comunicação IICA Brasil.
carolina.fleury@iica.int

Ir Arriba