Instituto Interamericano de Cooperação para a Agricultura

Agricultura

Izabella Teixeira, ex-Ministra de Meio Ambiente do Brasil e referência global na relação entre desenvolvimento econômico e clima, foi reconhecida como Embaixadora da Boa Vontade do IICA perante ministros de agricultura das Américas

Tiempo de lectura: 3 mins.
Entrega del diploma de Embajadora de Buena Voluntad del IICA a Izabella Teixeira durante un acto oficial en Belém do Pará, Brasil, en el marco de la COP 30, destacando el compromiso con la agricultura sostenible, la seguridad alimentaria y la acción climática en las Américas.

Manuel Otero, Diretor Geral do IICA, e Izabella Teixeira, bióloga e ex-Ministra de Meio Ambiente do Brasil.

Belém do Pará, Brasil, 11 de novembro de 2025 (IICA) — A destacada bióloga Izabella Teixeira, ex-Ministra de Meio Ambiente do Brasil e dona de uma trajetória marcante em negociações internacionais vinculadas à relação entre atividades produtivas, gestão de recursos naturais e clima, foi reconhecida como Embaixadora da Boa Vontade do Instituto Interamericano de Cooperação para a Agricultura (IICA).

Teixeira, que em 2015 foi a chefe de negociadores da delegação brasileira na COP21, quando quase 200 países adotaram o Acordo de Paris, recebeu seu diploma das mãos do Diretor Geral do IICA, Manuel Otero.

Os embaixadores da Boa Vontade do IICA assumem o desafio de se unir a causas que visam aumentar a consciência pública sobre a importância da segurança alimentar e nutricional e trabalham pelo desenvolvimento por meio de projetos relacionados com o cuidado da biodiversidade e dos recursos naturais, a bioeconomia, a sanidade animal e vegetal e a produção responsável, todos temas fundamentais na agenda do IICA

“Sinto-me muito comovida e honrada pela homenagem do IICA, e quero destacar o trabalho realizado pelo Instituto com a liderança de Manuel Otero, que teve coragem para abrir espaços políticos para o diálogo e construir plataformas de consenso nas Américas, perante um mundo que está se transformando e em que a segurança alimentar se encontra exposta a vulnerabilidades por mudanças de ordem geopolítica e a crise climática”, disse Teixeira ao receber o diploma.

“O mundo — acrescentou — está percorrendo um processo acelerado de fragmentação de interesses, agendas e parcerias; está se estruturando uma nova ordem internacional e um novo sistema de cooperação internacional. Estamos vivendo, literalmente, uma transição mundial. Nesse contexto, nossa região deve compreender e abraçar o futuro como um grande aliado. E creio que o IICA tem aberto um espaço fundamental para privilegiar a convergência de interesses, com a convicção de que o debate sobre agricultura e segurança alimentar não deve ser uma disputa política ou ideológica”.

Ambiente e desigualdade

A liderança e o conhecimento de Teixeira foram fundamentais na redação do novo Código Florestal do Brasil, que conseguiu uma redução histórica das taxas de desmatamento na Amazônia e na estruturação de uma política nacional sobre a questão climática que integrou o setor agropecuário e outros setores econômicos cruciais, como o energético e o industrial.

A destacada bióloga, formada pela Universidade de Brasília, nomeada Campeã da Terra pelas Nações Unidas em 2013 e liderou o Ministério de Meio Ambiente brasileiro entre 2016 e 2020, observou que a América Latina precisa garantir sua própria alimentação e abordar desigualdades, que não são apenas sociais, mas também compreendem questões tecnológicas, ambientais e econômicas.

“O nosso grande ativo é que esta é uma região que tem abundância de recursos naturais e goza de paz. É sumamente importante compreender o valor da paz e contar com uma enorme quantidade de recursos de interesse comum para o desenvolvimento. Não creio em nenhuma solução baseada no medo ou no improviso”, afirmou Teixeira.

Nesse sentido, convidou a enxergar a agricultura como um setor econômico transformador perante as novas realidades atuais: “O futuro deve ser nosso aliado; o passado deve deixar de ser determinante. Estou convencida de que a agricultura desempenha um papel fundamental na estruturação de uma nova mentalidade de liderança e desenvolvimento da agenda climática, da agenda tecnológica, da indústria e do combate à desigualdade social”.

Manuel Otero, ao entregar o diploma de reconhecimento a Teixeira, destacou seu compromisso com uma agricultura que deve fazer parte da solução aos desafios mais importantes enfrentados hoje pela humanidade e que só haverá futuro por meio da produção de alimentos, fibras e energias em harmonia com o cuidado com o planeta.

Também elogiou o trabalho da especialista brasileira junto ao IICA na COP30, em Belém do Pará, para mostrar ao mundo os avanços que a região fez para desenvolver e difundir uma agricultura cada vez mais sustentável e resiliente, com os agricultores como protagonistas.

Mais informação:
Gerência de Comunicação Institucional do IICA.
comunicacion.institucional@iica.int

Compartilhar

Notícias relacionadas

Santa Cruz de la Sierra, Bolivia

julho 13, 2026

Reunidos na Bolívia, os ministros do Conselho Agropecuário do Sul (CAS) rejeitam regulações unilaterais não baseadas na ciência que constituem restrições encobertas ao comércio de alimentos 

Na declaração do CAS foi sinalizada a importância de continuar fortalecendo a relação estratégica entre a UE e os países da América do Sul para ampliar o diálogo técnico e político que permita conciliar os objetivos ambientais com um sistema de comércio internacional aberto, previsível e baseado em regras.

Tiempo de lectura: 3mins

Santiago do Chile

julho 10, 2026

Avança a transição para uma produção de arroz sustentável na América Latina e no Caribe, e um projeto do IICA e parceiros mostra seu potencial para gerar benefícios

A iniciativa “Transição para uma produção de arroz sustentável na América Latina” se baseia na inovação tecnológica e foca na realidade, nos conhecimentos e nas práticas dos agricultores que possibilitam que o arroz seja um dos alimentos mais consumidos nas mesas dos países da região.

Tiempo de lectura: 3mins

São José

julho 7, 2026

Na última década, as Américas se consolidaram como o maior produtor mundial de biocombustíveis líquidos, revela novo relatório do IICA

A liderança global das Américas em biocombustíveis é impulsionada pelos Estados Unidos e Brasil, que, em 2025, concentraram 95,8% da produção regional de bioetanol e mais de 85% de biodiesel, afirma o documento, que revisa a situação atual, evolução e perspectivas do setor.

Tiempo de lectura: 3mins