Instituto Interamericano de Cooperação para a Agricultura

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Com o apoio do IICA, a Costa Rica impulsiona projetos de bioenergia para acelerar a descarbonização

Tiempo de lectura: 3 mins.
A Representante do IICA na Costa Rica, Maria Febres, com o Vice-Ministro de Energia desse país, Ronny Rodriguez.

São José, Costa Rica, 20 de junho, 2025 (IICA).  O Ministério de Meio-Ambiente e Energia (MINAE) da Costa Rica e o Instituto Interamericano de Cooperação para a Agricultura (IICA) apresentaram projetos inovadores desenvolvidos no país centro-americano, que aproveitam resíduos e biomassa para a geração de energias renováveis.
 
A apresentação foi feita em um evento na sede central do IICA ante uma trintena de participantes entre atores-chave do setores público e privado e da cooperação internacional, que conheceram de primeira mão iniciativas que mostram o potencial da bioenergia para diversificar a matriz energética da Costa Rica, reduzir emissões e gerar oportunidades econômicas em zonas rurais.
 
O encontro inaugurado pelo Vice-Ministro de Energia da Costa Rica, Ronny Rodriguez, e a Representante do IICA no país, Maria Febres, foi realizado como parte do Plano Nacional de Descarbonização 2018-2050, que orienta as ações do desenvolvimento sustentável e produtor dos territórios rurais.
 
Durante o encontro foram apresentados um total de 10 projetos implementados por empresas privadas como Biomatec, Coopetarrazú, Porcina Americana, Lechería Santos, Plasma INNOVA, Gigafex e ICICOR, que segundo cada caso utilizam resíduos agropecuários como abacaxi, café, esterco de porco e de vaca, águas residuais e resíduos municipais, entre outros, para a produção de energia por meio de processos de biodigestão, gasificação ou com energia solar e eólica.
 
O Vice-Ministro Rodriguez assegurou que, ante o limite de captura de carbono dos bosques, o país precisa considerar outros sistemas. Destacou o papel da bioenergia e a bioeconomia como soluções cruciais para substituir combustíveis fósseis, por meio do uso de resíduos agroindustriais, urbanos e industriais.
 
“A função da bioenergia e da bioeconomia é fundamental, e no caso da bioeconomia o IICA é especialista no tema, líder em toda a América. Com o seu apoio estamos tentando impulsionar que diferentes atores e com o conhecimento local possam ter oportunidades com fundos climáticos multilaterais, para assim ter outras soluções de descarbonização”, explicou.
 
“Por exemplo, que uma fazenda use seus resíduos para poder produzir energia que substitua os derivados de petróleo, que uma indústria utilize o biometano para substituir o bunker que utilizam suas caldeiras, que uma empresa possa usar o resíduo para fazer biomassa e produzir eletricidade, isso é o que estamos procurando concretizar, projetos inovadores que tenham efeitos diretos sobre a mitigação de emissões de gases de efeito estufa, que reativem a economia local e produzam maior riqueza nas zonas rurais”, adicionou.
 
A Representante do IICA na Costa Rica, Maria Febres, destacou pelo seu lado o papel do Instituto como facilitador para impulsionar o uso da biomassa como fonte de energia limpa, apoiando o objetivo de descarbonização do país.
 
“Temos o programa de bioeconomia justamente para ver essas outras alternativas de energias limpas. Como o IICA estamos trabalhando como facilitador, como um laço, e por meio de iniciativas que identificamos onde usam a biomassa com fins energéticos, vemos uma oportunidade muito grande para poder apoiar as empresas que estão investindo e desenvolveram essas tecnologias”, mencionou Febres.
 
“São diferentes as tecnologias, existem algumas relacionadas ao uso de biodigestores, de plasma, muitas delas estão utilizando resíduos de produtos agrícolas como o abacaxi e o café, e é uma alternativa para evitar efeitos negativos para o meio-ambiente. Isso evita também a geração de resíduos sólidos que representam problemas sérios de contaminação”, complementou.
 
Opções de financiamento
 
Durante o evento também houve a participação de representantes da Agência Internacional de Energias Renováveis (IRENA, em inglês), organismo intergovernamental global que promove a transformação energética, e que apresentou sua plataforma de financiamento climático para projetos como os que foram apresentados na reunião.
 
A IRENA, integrada por 170 membros (169 países e a União Europeia) serve como uma plataforma de cooperação internacional, apoia as nações em suas transições energéticas e fornece dados e análise sobre tecnologias, inovação, políticas, financiamento e investimento.
 
O Diretor-Adjunto de Facilitação e Apoio de Projetos, Erick Ruiz Araya, explicou aos diferentes representantes dos projetos apresentados as diferentes possibilidades de acessar recursos financeiros ou contar com outros apoios para potencializar essas iniciativas.
 
“Somos uma agência internacional para tratar temas de energia renovável e transição energética. Nos asseguramos de que os projetos estejam alinhados com os planos nacionais e os objetivos de desenvolvimento sustentável. Convidamos aos projetos apresentados que sintam um nível de desenvolvimento adequado que por meio do Ministério de Meio-Ambiente e Energia entrem em contato conosco e tenham uma reunião para discutir o projeto; podemos guiá-los, ver como complementar o trabalho e examinar opções de financiamento”, concluiu Araya.

No evento, que teve um formato presencial-virtual, foram apresentados 10 projetos de bioenergia e participaram mais de 30 pessoas, incluindo atores-chave dos setores público e privado, bem como da cooperação internacional.

Más información:
Maria Febres, Representante do IICA na Costa Rica.
maria.febres@iica.int

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