Instituto Interamericano de Cooperação para a Agricultura

Agricultura

“Más campo, menos mitos”, publicação do IICA que destaca a essência do setor agropecuário argentino e sua contribuição para o desenvolvimento

Tiempo de lectura: 3 mins.
O livro desarma preconceitos estabelecidos na conversa pública, inclusive em livros didáticos do ensino médio, ao apresentar dados para entender como o campo funciona e sua contribuição para o país.

São José, 28 de novembro de 2025 (IICA). — O livro Más campo, menos mitos. Conceptos para entender su rol en Argentina é a nova publicação do Instituto Interamericano de Cooperação para a Agricultura (IICA) que percorre os aspectos fundamentais da produção agropecuária no país sul-americano e sua influência na economia, na vida urbana, no emprego, nas exportações e na alimentação.

A publicação narra porque o campo argentino é importante e como ele influencia na vida diária, buscando compreender desde a fotossíntese até as exportações, passando pela carne, a soja, o trigo, o vinho e outros produtos agrícolas.

O livro desarma preconceitos estabelecidos na conversa pública, inclusive em livros didáticos do ensino médio, ao apresentar dados para entender como o campo funciona e sua contribuição para o país.

Sua autora, Rosário Campos, é graduada em Economia magna cum laude pela Universidade de Buenos Aires e Mestre em Economia pela Universidade de San Andrés. Conta também com uma pós-graduação em Comercialização de Grãos (Universidade Católica Argentina e AACREA). É autora de diversas publicações para organismos internacionais, como o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), o IICA e a FAO.

O livro está disponível para descargar no Repositório digital do IICA.

Entre os principais mitos derrubados estão, por exemplo, que o campo não gera emprego nem valor agregado, que exportar produtos primários é ruim e que as vacas são as responsáveis centrais pela mudança do clima.

  • O livro mostra que, ao considerar os encadeamentos produtivos, para frente e para trás, as cadeias agroindustriais contribuem com quase 1 em 4 empregos privados.
  • Outra crítica comum é que o campo só exporta matérias-primas, mas a ideia de baixa complexidade se contrapõe com um setor que adota tecnologia a alta velocidade e forma um sistema baseado na inovação, agricultura sob contratos e uma rede de empresas e serviços conectados. Esse sistema inclui biotecnologia, agtechs, semeadura direta, maquinaria agrícola, insumos e capacidades de inovação e gestão.
  • O papel nas exportações é fundamental: 6 a cada 10 dólares dos bens exportados pela Argentina são da agroindústria. O país tem uma liderança mundial em produtos como óleo de soja, amendoim, peras e suco de limão.
  • A publicação mostra que as críticas à pecuária por sua contribuição para a mudança do clima não levam em consideração as principais causas dos gases de efeito estufa (GEE), que são as atividades vinculadas ao uso de combustíveis fósseis. Além disso, o balanço entre a emissão e a captura de GEE nos diferentes sistemas de produção é fundamental. Na Argentina predominam sistemas pastoris extensivos que capturam carbono por meio da fotossíntese.
  • Os mitos sobre os cultivos transgênicos e o uso de glifosato não consideram a evidência científica, que respalda seu uso seguro conforme as boas práticas, destacando também os benefícios ambientais, como o menor uso de combustíveis e a captura de carbono.

O livro destina-se a um público amplo, com uma redação simples e de fácil leitura.

Ele se propõe a aproximar o leitor do campo argentino, dando a conhecer conceitos fundamentais para entender seu funcionamento e desfazer alguns mitos que causaram danos à visão sobre seu papel e nas políticas públicas que o afetam.

Mais informação:
Gerência de Comunicação Institucional do IICA.
comunicacion.institucional@iica.int

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