Cleber Soares, Vice-Ministro da Agricultura e Pecuária do Brasil; e Muhammad Ibrahim, Diretor Geral do IICA.
São José, 16 de janeiro de 2026 (IICA) — O Brasil tem expectativas muito boas depositadas na gestão de Muhammad Ibrahim à frente do Instituto Interamericano de Cooperação para a Agricultura (IICA), devido à grande experiência do novo Diretor Geral na gestão de instituições de desenvolvimento agrícola que promovem a competitividade por meio da ciência, da tecnologia e da inovação, afirmou o Vice-Ministro (Secretário Executivo) adjunto do Ministério da Agricultura e Pecuária brasileiro, Cleber Soares.
O funcionário destacou o conhecimento profundo de Ibrahim sobre os desafios e oportunidades que a agricultura das Américas enfrenta e observou que o Brasil está pronto para trabalhar com o IICA e com os seus demais Estados membros na nova gestão.
Ibrahim tomou posse do cargo em uma cerimônia realizada em São José da Costa Rica, na qual foi precisamente Soares quem o empossou, em representação de Carlos Fávaro, Ministro da Agricultura brasileiro e Presidente da Junta Interamericana de Agricultura (IICA), órgão de governo máximo do IICA.
Ibrahim, engenheiro agrônomo de nacionalidade guianesa, foi eleito em novembro pelos ministros de agricultura das Américas para liderar o organismo por um período de quatro anos. Ele sucede ao argentino Manuel Otero, que cumpriu dois mandatos.
“Já estamos conversando com o novo Diretor Geral para apoiá-lo e para compartilhar com outros países a experiência brasileira em agricultura tropical, a qual inclui temas como pecuária sustentável, desenvolvimento tecnológico, inovação, agregação de valor, competitividade e acesso a mercados”, disse Soares em sua visita à sede central do IICA.
Cleber Soares, Vice-Ministro da Agricultura e Pecuária do Brasil, destacou o conhecimento profundo de Ibrahim sobre os desafios e oportunidades que a agricultura das Américas enfrenta e observou que o Brasil está pronto para trabalhar com o IICA.
Compartilhar experiências
No decorrer de poucas décadas, o Brasil passou de importador líquido de alimentos a uma das principais potências agropecuárias do mundo, graças à pesquisa e tecnologias que potencializaram de maneira extraordinária a produtividade e a sustentabilidade.
Neste sentido, Soares considerou que uma das tarefas centrais que o IICA tem pela frente é avançar na conexão dos países do continente que são grandes produtores de alimentos, como o Brasil, e outros que ainda dependem das importações, como alguns países da América Central e do Caribe.
“Essa tarefa — explicou — inclui o grande desafio de incluir os pequenos produtores, por meio da incorporação de novas tecnologias que permitam aumentar a sustentabilidade da agricultura e uma maior agregação de valor. Nossos produtores precisam avançar na gestão de suas propriedades rurais, para saber o que produzir, além de como vender, como distribuir, como comprar insumos e como lutar com a mudança do clima, o que inclui temas emergentes, por exemplo, relacionados com a sanidade agropecuária, uma vez que estamos vendo o reaparecimento de doenças vegetais e animais que se acreditavam erradicadas. As doenças não reconhecem fronteiras e, portanto, o IICA tem um papel fundamental na sua erradicação e controle”.
O acesso dos pequenos produtores ao crédito e os seguros agrícolas foram indicados pelo alto funcionário brasileiro como outros temas centrais da atividade no continente.
“Sem crédito — alertou — não é possível que os produtores, especialmente os pequenos, produzam. Quanto ao seguro agrícola, é uma questão fundamental sobretudo nos trópicos, onde a necessidade de fornecer ao produtor uma ferramenta para que possa se proteger do risco de perda da produção é um assunto de suma importância”.
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