Mais de vinte negociadores de 17 países da região participaram de um seminário para coordenar perspectivas sobre como a agricultura pode contribuir com soluções diante da mudança do clima, como parte dos preparativos para a COP-27 que se realizará no final de ano.
São José, 27 de abril, 2022 (IICA) – Representantes do setor agropecuário de 17 países das Américas intercambiaram perspectivas sobre como deverão atuar e posicionar a agricultura nas negociações internacionais sobre mudança quando de sua participação na Conferência das Partes 27 (COP-27) da Convenção Quadro das Nações Unidas sobre o tema (CMNUCC), que se realizará em novembro no Egito.
Os representantes, 25 ao todo, participaram de um seminário organizado pelo Instituto Interamericano de Cooperação para a Agricultura (IICA), pela FAO, pela Secretaria Executiva do Conselho Agropecuário Centro-Americano (SECAC) e pela Plataforma de Ação Climática em Agricultura da América Latina e do Caribe (PLACA).
Os negociadores representaram Argentina, Bahamas, Brasil, Canadá, Chile, Costa Rica, Dominica, Estados Unidos, El Salvador, Equador, Guatemala, México, Panamá, Paraguai, Peru, República Dominicana e Uruguai.
Na abertura do seminário falaram o Ministro da Agricultura e Pecuária da Costa Rica, Renato Alvarado, o Diretor Geral Adjunto do IICA, Lloyd Day, e a Secretária Executiva do CAC, Lucrecia Rodríguez.
“Ao negociar os recursos que o mundo tem para a proteção ambiental, pensem que o que estão negociando é a vida de seres humanos que estão no campo todos os dias, esperando um apoio para seguir em frente, para ter um negócio rentável, porque as pessoas que estão no campo têm dignidade e merecem de nós, que temos as oportunidades e competências de dirigir e mudar o rumo da história, que o façamos com esse pensamento”, instou Alvarado.
O seminário foi realizado na Sede Central do IICA na Costa Rica e teve como eixo central o Trabalho Conjunto de Koronivia em Agricultura, iniciativa estabelecida na COP de 2017 que reconhece a particular vulnerabilidade da agricultura à mudança do clima e as ameaças à segurança alimentar.
No processo, foram abordados temas relacionados com solos, uso de nutrientes, água, pecuária, métodos para avaliar a adaptação e as dimensões socioeconômicas e relativas à segurança alimentar da mudança do clima nos setores agrícolas.
Lloyd Day fez um apelo aos negociadores agrícolas dos 17 países das Américas representados a que cheguem a consensos e destaquem em foros internacionais como a COP-27 o papel fundamental da agricultura como parte da solução dos desafios climáticos, bem como a relevância e os avanços do setor na transição para sistemas agroalimentares mais inclusivos, resilientes e sustentáveis.
“A agricultura das Américas terá um assento importante nas negociações climáticas com os líderes do mundo; encontraremos consensos no hemisfério e com outras partes do mundo que enfrentam os mesmos desafios. Até agora a agricultura era vista na arena da mudança do clima como o problema; mas somos parte da solução, devemos criar esse espírito de solidariedade entre negociadores e os técnicos que conhecem o tema”, afirmou o Diretor Adjunto do IICA.
A Secretária Executiva do CAC, Lucrecia Rodríguez, ressaltou que a promoção de eventos dessa natureza é fundamental para a unificação de uma mensagem clara do valor da agricultura.
“O que pensamos é como fortalecemos as equipes e as pessoas que negociarão para que o façam com uma só voz, a mesma visão e a mesma mensagem sobre o que a agricultura representa para a produção de alimentos – e, mais importante, o que estamos fazendo para adaptar a atividade à mudança do clima e contribuir para a sua mitigação”, concluiu.
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