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O IICA e a Rede Latino-Americana de Bioeconomia reforçam parcerias no Foro Pan-Amazônico e no Comitê Consultivo da Rede Pan-Amazônica

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Representantes de diversos setores se reuniram para fortalecer parcerias e construir em conjunto uma agenda comum para a bioeconomia amazônica.

Leticia, Colômbia 4 de agosto de 2025 (IICA) — A Amazônia enfrenta desafios urgentes e estruturais, mas também oferece oportunidades sem precedentes para um desenvolvimento baseado em sua riqueza natural e cultural.

Sob esse espírito, realizou-se na cidade colombiana de Leticia o Foro de Ação Pan-Amazônica pela Bioeconomia e o primeiro encontro presencial do Comitê Consultivo da Rede Pan-Amazônica pela Bioeconomia, com a participação ativa de Hugo Chavarría, Gerente de Inovação e Bioeconomia do IICA e Secretário Executivo da Rede Latino-Americana de Bioeconomia.

O evento reuniu representantes de comunidades indígenas, governos, sociedade civil, setor privado e organismos financeiros, multilaterais e de cooperação, com o objetivo de fortalecer parcerias, compartilhar experiências e construir em conjunto uma agenda comum para a bioeconomia amazônica.

“A bioeconomia já é uma realidade”, afirmou Joana Oliveira, Secretária Executiva da Rede Pan-Amazônica. “Mais de 1.500 iniciativas foram mapeadas na região”. Produtos como o açaí, a castanha, o cupuaçu, o camu camu, a andiroba, a copaíba e o mel de abelhas nativas demonstram o potencial de novas cadeias de valor que conservam a biodiversidade e beneficiam as comunidades locais.

A Rede Pan-Amazônica pela Bioeconomia, que promove esse esforço, é uma parceria multissetorial que une atores-chaves, como WRI, Conservação Internacional, COICA, OTCA, BID, Banco Mundial, CAF, TNC, WWF, Amazon Investor Coalition, NESsT, Conexsus, Fundação Pachamama e instituições científicas de prestígio, como INPA, SINCHI, Humboldt, IIAP e INABIO, entre muitas outras. Seus grupos de trabalho são organizados em cinco frentes: acesso ao financiamento, mercados, conhecimento, políticas públicas e capacidades.

“O objetivo é que a bioeconomia seja reconhecida como um verdadeiro setor econômico, com sua contribuição contabilizada nas contas nacionais dos países amazônicos até 2035”, explica Joaquín Carrizosa, Assessor Sênior da WRI Colômbia.

Esse foro ocorreu em um momento decisivo. Em agosto, será realizada a Quinta Cúpula de Presidentes dos Estados Partes na OTCA, na qual se espera consolidar compromissos regionais. Além disso, a bioeconomia ganha espaço rumo à COP30 em Belém, como resposta concreta aos eventos extremos e à necessidade de novas oportunidades econômicas para a Amazônia.

Nesse contexto, a participação do IICA e da Rede Latino-Americana de Bioeconomia foi chave para buscar alinhamentos de agendas, conectar redes e escalar a cooperação. Essa Rede, promovida pelo IICA, agrupa mais de 80 instituições da América Latina que trabalham em políticas, inovação, financiamento e bioempreendimentos, entre elas o BID, OTCA, UNESCO, BIOFIN, AECID, GGGI, SEI, RedBio e Allbiotech, bem como ministérios setoriais de 14 países das Américas.

“No IICA e na Rede Latino-Americana de Bioeconomia estamos convencidos de que a bioeconomia é uma aposta estratégica para valorizar a riqueza biológica da nossa Amazônia de forma sustentável e inclusiva”, afirmou Hugo Chavarría. “Por meio de cadeias de valor baseadas em produtos florestais não madeireiros e no reconhecimento econômico e social dos serviços ecossistêmicos, podemos gerar oportunidades reais para as comunidades. Mas para isso, precisamos de uma mudança de paradigma. Não podemos construir o futuro com as estruturas do passado. Devemos transformar a institucionalidade, os esquemas de financiamento e as capacidades disponíveis”.

 A Amazônia enfrenta grandes desafios, mas também oferece oportunidades únicas para um desenvolvimento baseado em sua riqueza natural e cultural.

“Uma bioeconomia compatível com as florestas conserva ecossistemas vitais e fortalece economias locais. Ao investir em produtos florestais sustentáveis e iniciativas indígenas, geramos resiliência, crescimento econômico e empregos para as comunidades amazônicas”, afirmou Rachel Biderman, Vice-Presidente Sênior das Américas da Conservação Internacional.

Chavarría também destacou que os desafios que a Rede Pan-Amazônica enfrenta são os mesmos que o IICA e a Rede de Bioeconomia LATAM abordam: geração e gestão do conhecimento, acesso a mercados, estruturas normativas adequadas, financiamento inovador e fortalecimento de capacidades. “Por isso, é fundamental somar forças e trabalhar juntos. Hoje, mais do que nunca, precisamos dos 4 Cs: Cooperação, Colaboração, Coordenação e Coconstrução”, ressaltou.

Mais informação:
Gerência de Comunicação Institucional do IICA.
comunicacion.institucional@iica.int

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