Instituto Interamericano de Cooperação para a Agricultura

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O setor agrícola tem grande potencial para absorver jovens que entram ao mercado de trabalho, assegurou Diego Arias, do Banco Mundial, ao explicar os fundamentos da iniciativa AgriConnect, lançada na região com apoio do IICA

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Diego Arias, Gerente de Prática de Agricultura e Alimentos para a América Latina e o Caribe do Banco Mundial, destacou que o âmbito rural é um dos que devem receber maiores investimentos dos governos e do setor privado para a geração de melhores e mais empregos.
 

Washington D.C., 20 de abril de 2026 (IICA) – A iniciativa AgriConnect foi planejada quando um grupo de especialistas convocados pelo Banco Mundial identificou o setor agrícola e de agronegócios como um dos cinco no nível global com maior potencial para absorver jovens que estão entrando ao mercado de trabalho, revelou Diego Arias, gerente de Prática de Agricultura e Alimentos para a América Latina e o Caribe do organismo financeiro multilateral.

Arias deu detalhes do projeto liderado pelo Grupo Banco Mundial, com o objetivo de ampliar a conectividade rural, a inclusão digital e a integração dos agricultores familiares nos mercados.  O projeto tem escopo global, e o seu capítulo para a América Latina e o Caribe foi lançado recentemente em Washington, com apoio do Instituto Interamericano de Cooperação para a Agricultura (IICA) e a presença do seu Diretor Geral, Muhammad Ibrahim.

“Detectamos que o âmbito rural é um dos que devem receber maiores investimentos dos governos e do setor privado para a geração de melhores e mais empregos. Os outros quatro setores foram turismo, saúde, energias renováveis e infraestrutura”, disse Arias, que explicou que a Agriconnect está apoiada por uma rede de sócios do Banco Mundial, que além do IICA inclui organismos financeiros como o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) e as agências FAO e FIDA da ONU.

“O objetivo é apoiar os agricultores familiares para facilitar sua conexão com os mercados, que é o que vai permitir melhorar a renda e gerar melhores empregos em toda a cadeia de valor. É um compromisso compartilhado com o IICA, outras instituições e governos, com os que estamos trabalhando em prol do desenvolvimento agroalimentar há várias décadas já. Procuramos priorizar investimentos no setor para ter um impacto nos empregos”, assegurou.

Financiamento e ferramentas de acesso aos mercados

Arias detalhou que no nível mundial há 500 milhões de agricultores familiares e a AgriConnect tem como objetivo chegar a 300 milhões deles até 2030 com melhor financiamento e ferramentas de acesso aos mercados.

“O Grupo Banco Mundial está trabalhando para desbloquear o financiamento privado para o setor, por exemplo por meio de novos tipos de seguros, mas também existem fontes de financiamento que antes não estavam, como o que chamamos de financiamento climático. Ele contribui recursos mais baratos em forma de prestamos ou doações que vem para apoiar os agricultores e os agronegócios com um impacto ambiental positivo.  A combinação da inclusão, o gerenciamento de riscos e um melhor financiamento dá a esta iniciativa um impulso muito inovador”, revelou.

Arias assegurou que o Grupo Banco Mundial percebeu na América Latina e no Caribe um interesse significativo dos governos na iniciativa.

“A Agriconnect não se nutre somente do investimento público, mas também promove o investimento privado. Um dos primeiros países da região que se incorporou foi o Brasil, onde há um foco no desenvolvimento de bioinsumos.  Este também é o caminho que querem seguir o Equador, a Bolívia e os países do Caribe como a Jamaica, onde este se está convertendo em um tema fundamental por causa dos problemas com o abastecimento de fertilizantes”.

A Agriconnect impulsiona a transformação da agricultura familiar em um setor comercialmente viável e resiliente.  Ao conectar produtores com mercados, financiamento, tecnologia e conhecimento, a iniciativa aumenta a produtividade, a renda e a criação de empregos em toda a cadeia de valor.  Assim, o objetivo é passar da subsistência para a escala, convertendo a agricultora em um motor de mais e melhores empregos, inovação e crescimento do setor privado.

“É um grande desafio, já que há 16 milhões de agricultores familiares na América Latina e no Caribe”, conclui Arias.  Chegar à maioria deles vai requerer que todos os sócios e os governos compartilhem um plano de ação, que é o que estamos promovendo.  A agricultura como negócio é uma das vias mais poderosas para reduzir a pobreza, gerar mais e melhores empregos e impulsionar um crescimento sustentável”.

Mais informação:
Gerência de Comunicação Institucional do IICA.
comunicacion.institucional@iica.int

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