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IICA lança quinta edição da Semana da Agricultura Digital e abre convocação para agtechs das Américas

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Nessa edição da SAD serão priorizadas startups com soluções destinadas a aumentar a produtividade e a competitividade, melhorar a gestão de recursos naturais e a resiliência de agricultores; abreviar e dar transparência a circuitos comerciais; facilitar a assistência técnica e a extensão rural; além da gestão de riscos, da sanidade e da inocuidade de alimentos. 

São José, 30 de abril de 2026 (IICA). O Instituto Interamericano de Cooperação para a Agricultura (IICA) apresentou a quinta edição da Semana da Agricultura Digital (SAD), principal espaço regional de promoção da transformação digital dos sistemas agroalimentares das Américas e abriu uma convocação para as agtechs interessadas em participar do evento, que será realizado de 7 a 10 setembro na Costa Rica.

A convocação para as startups agtechs estará aberta até 15 de junho. Poderão se inscrever as agtechs originárias de países das Américas que disponham de soluções digitais em termos de maturidade tecnológica (TRL, sigla em inglês) nível 6 em diante.

Para isso, elas devem preencher o formulário de inscrição disponível no site www.semanaad.iica.int. Um júri especializado convocado pelo IICA selecionará as 15 startups ganhadoras, que participarão da quinta edição da SAD com todas as despesas pagas.

No lançamento da SAD 2026, o Diretor Geral do IICA, Muhammad Ibrahim, ressaltou que a transformação dos sistemas agroalimentares nas Américas depende da adoção decisiva da ciência, da tecnologia e da inovação e ratificou o compromisso do Instituto para promover uma digitalização responsável.

“Vivemos um momento decisivo para os nossos sistemas agroalimentares. Estamos convencidos de que a ciência, a tecnologia e a inovação não são uma opção, mas o caminho seguro para enfrentar com êxito os enormes desafios do nosso tempo. Nesse contexto, as tecnologias digitais e a inteligência artificial cumprem uma função central como ferramentas que nos permitem aumentar a produtividade, proteger nossos recursos naturais, fortalecer a resiliência, gerar mais oportunidades e melhorar a qualidade de vida em nossas comunidades rurais”, afirmou Ibrahim.

Marco Llinás, Diretor da Divisão de Desenvolvimento Produtivo e Empresarial da CEPAL, concordou que a digitalização do setor agrícola é um fator central para o desenvolvimento produtivo e alertou que, apesar do crescimento de soluções na região, ainda persistem hiatos de conectividade e adoção, sendo, portanto, crucial articular políticas públicas, investimento e capacitação para alcançar uma transformação digital sustentável no setor.

“Por isso espaços como a SAD são tão relevantes, pois ajudam a conectar a inovação com as necessidades do território e articular tecnologias, políticas públicas, financiamentos e capacidades institucionais”, apontou.

Diego Arias, Gerente de Prática de Agricultura e Alimentos para a ALC do Banco Mundial, enfatizou que, junto com o IICA, trabalham em ações para melhorar a conectividade rural e diminuir o hiato quanto ao acesso e adoção da tecnologia.

“Este ano, o banco tem particular interesse em discutir alguns dos temas fundamentais do desenvolvimento da agricultura digital na região. As tecnologias digitais podem resolver os riscos sistêmicos que a agricultura sofre, os custos de transação e a assimetria de informações entre os agricultores e as entidades que trabalham com a agricultura e emprestam dinheiro”, observou.

Federico Garat, Líder de Assuntos Institucionais da Bayer Crop Science para o Cone Sul, enfatizou que a digitalização é fundamental para aprofundar a sustentabilidade dos sistemas produtivos, daí a relevância da SAD.

“Esperamos que essa plataforma de conexão continue crescendo e oferecendo oportunidades a múltiplos atores do setor agrícola latino-americano, fortalecendo a colaboração para acelerar a digitalização e superar as barreiras de acesso na região”, mencionou.

Nesse mesmo sentido, Rosa Gallardo, Diretora da Cátedra Internacional de Inteligência Artificial e Agricultura da Universidade de Córdoba, Espanha, argumentou que a transformação digital é uma condição necessária para alcançar sistemas agroalimentares mais sustentáveis, competitivos e inclusivos, mas deve focar nas pessoas, e não apenas na tecnologia.

“Essa transformação não deve focar na tecnologia somente, mas no indivíduo que trabalha e vive no campo, em suas capacidades, dados, decisões, necessidades e direitos. Sabemos que a agricultura não pode ficar para trás na transformação digital, mas, igualmente, a transformação não pode ser feita sem as pessoas, sem formar os profissionais, sem diálogo com o setor, e sem que a IA e as ferramentas digitais sejam usadas para o bem comum”, ressaltou.

Jossette Hernández, Oficial de Programas e Projetos da Fundação CRUSA, manifestou que a transformação digital da agricultura não deve vir de uma “só instituição nem de uma só política pública”, mas “de pessoas e de equipes que se atrevem a propor coisas diversas, a ser criativos”.

“Vemos o papel das pessoas empreendedoras como um eixo central, pois são elas que traduzem a tecnologia em aplicação no campo. A SAD é um ecossistema temporal que se ativa entre startups, financiadoras e funciona para conectar a tecnologia com o mercado, e é esse tipo de conexão que buscamos catalisar na CRUSA”, observou.

A edição 2026 terá como novidade mais espaços de debate e intercâmbio sobre como acelerar a adoção de soluções digitais, especialmente entre pequenos e médios produtores. Embora a região registre um crescimento significativo na oferta tecnológica, com mais de 2.500 soluções identificadas, o nível de adoção continua sendo baixo, uma vez que se estima que os agricultores utilizam menos de 5% das ferramentas disponíveis.

Em sincronia com isso, entre as principais mudanças dessa edição, haverá uma maior presença de decisores políticos e organizações de agricultores, bem como a abertura a startups  de outras vertentes tecnológicas, como biotech e foodtech, o que ampliará o alcance do evento.

Uma edição renovada da SAD

Nessa edição da Semana da Agricultura Digital serão priorizadas startups com soluções destinadas a aumentar a produtividade e a competitividade, melhorar a gestão de recursos naturais e a resiliência de agricultores; abreviar e dar transparência a circuitos comerciais; facilitar a assistência técnica e a extensão rural; além da gestão de riscos, da sanidade e da inocuidade de alimentos. Serão valorizadas especialmente aquelas que incorporem de maneira concreta e demonstrável o uso da Inteligência Artificial, bem como serão consideradas soluções no campo da biotecnologia.

As agtechs selecionadas terão a oportunidade de apresentar na SAD suas soluções para atores-chaves do ecossistema agroalimentar, manter reuniões com fundos de investimento e gerar parcerias estratégicas.

O encontro regional terá quatro eixos principais: conhecer as inovações digitais de ponta, ações para acelerar o uso das tecnologias, a digitalização da assistência técnica e da extensão rural e a elaboração de políticas para promover a digitalização nos países.

Serão realizadas sessões sobre tecnologias digitais aplicadas à pesquisa e ao desenvolvimento agropecuário e diversos espaços de diálogo para fortalecer os ecossistemas de inovação.

A SAD 2026 reunirá atores públicos e privados envolvidos no desenvolvimento e adoção de tecnologias digitais, inclusive startups, incubadoras, aceleradoras, fundos de investimento, institutos de pesquisa agropecuária, organismos multilaterais, academia, decisores políticos, entre outros.

Ela é organizada pelo IICA, com o apoio de parceiros estratégicos como a Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe (CEPAL), o Banco Mundial (BM), Bayer, a Universidade de Córdoba (Espanha) e a Fundação CRUSA, além do apoio de mais de 20 entidades promotoras.

Federico Bert, Gerente do Programa de Digitalização Agroalimentar do IICA; Carlos Ruiz, especialista do Programa de Digitalização do Instituto; Marco Llinás, Diretor da Divisão de Desenvolvimento Produtivo e Empresarial da CEPAL; Alice Alcántara, especialista do Programa de Digitalização do IICA; Federico Garat, Líder de Assuntos Institucionais da Bayer Crop Science para o Cone Sul; Teresita Di Marco, de The Yield Lab para LATAM; Guadalupe Tiscornia, do INIA Uruguai; Laurens Klerx, da Universidade de Talca, Chile; Jossette Hernández, Oficial de Programas e Projetos da Fundação CRUSA; Rosa Gallardo, Diretora da Cátedra Internacional de IA e Agricultura da Universidade de Córdoba, Espanha; e Diego Arias, Gerente de Prática de Agricultura e Alimentos para a ALC do Banco Mundial, no evento de lançamento da SAD.  

Mais informação:
Federico Bert, Gerente do Programa de Digitalização Agroalimentar do IICA.
federico.bert@iica.int

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