Campo Grande, Brasil, 23 de junho de 2026 (IICA) — Com a presença de autoridades públicas, acadêmicos, líderes empresariais, adidos agrícolas, representantes de câmaras setoriais e de organismos internacionais, o Foro Internacional da Agropecuária (FIAP 2026) reuniu, na cidade brasileira de Campo Grande, algumas das principais vozes do setor agropecuário para discutir o papel do Brasil perante a crescente demanda mundial de alimentos, energia e soluções sustentáveis.
Organizado pelo Canal Rural do Brasil e pela BR IN Eventos, com a colaboração do Sistema Famasul, que reúne os produtores agropecuários de Mato Grosso do Sul, na região Centro-Oeste do Brasil, o encontro teve como eixo o lema “A receita brasileira: a resposta da agropecuária à demanda mundial por alimentos e energia”.
Nesse âmbito, abordou temas estratégicos como a segurança alimentar, o comércio internacional, os biocombustíveis, a chamada Rota Bioceânica, o acordo Mercosul-União Europeia, a produção pecuária e de soja e a recuperação de áreas degradadas.
Entre os oradores e participantes de destaque estiveram o ex-Ministro da Agricultura Roberto Rodrigues; o Presidente da Aprosoja Brasil, Maurício Buffon; o Deputado Federal Arnaldo Jardim; e Andrea Veríssimo, Diretora de Relações Internacionais e Comunicação da União Nacional do Etanol de Milho (UNEM), entre outras referências do setor.
O encontro também contou com autoridades e dirigentes como Marcelo Bertoni, Presidente da Famasul; Maurício Saito, Presidente do Sebrae (Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas) de Mato Grosso do Sul; Renato Costa, Presidente da gigante de proteína animal Friboi; e o Governador do estado, Eduardo Riedel. Também esteve representada a ApexBrasil, o organismo de promoção do comércio exterior do país, o Instituto Interamericano de Cooperação para a Agricultura (IICA) e a FAO.
O tom do encontro foi marcado por uma ideia central: o setor agropecuário brasileiro já não é somente um setor produtivo, mas um ator estratégico para a estabilidade econômica, alimentar e energética global. Essa visão foi sintetizada pelo CEO do Canal Rural, Julio Cargnino, que afirmou que o foro busca reforçar a posição do Brasil como protagonista em um cenário internacional que exige produtividade, inovação, sustentabilidade e cooperação.
Um dos momentos mais relevantes foi a intervenção do ex-Ministro Roberto Rodrigues, que vinculou diretamente a produção de alimentos com a estabilidade social e a geopolítica global. “Onde houver fome, não haverá paz”, afirmou, ao destacar a responsabilidade dos países produtores para garantir o abastecimento mundial e contribuir para a redução das desigualdades.
A agenda energética ocupou um lugar de destaque nos debates. Nesse âmbito, Andrea Veríssimo, representante da indústria brasileira do etanol de milho, defendeu o papel dos biocombustíveis como ferramenta para enfrentar simultaneamente os desafios energéticos, climáticos e alimentares. “Os biocombustíveis podem colaborar para a paz no mundo”, afirmou em sua exposição, ao explicar que a produção de etanol de milho não compete com a segurança alimentar, mas a fortalece mediante a geração de coprodutos destinados à nutrição animal.
Veríssimo destacou que o modelo brasileiro demonstra que é possível produzir energia renovável e alimentos de maneira complementar. “Produzimos um combustível renovável e, ao mesmo tempo, um alimento altamente nutritivo que fortalece a produção de proteínas”, observou, em referência aos grãos secos de destilaria (DDG) e outros coprodutos gerados pela indústria do etanol de milho.
A executiva também sustentou que o crescimento dessa cadeia produtiva coloca o Brasil em uma posição privilegiada dentro da transição energética global. Segundo afirmou, o etanol de milho brasileiro se transformou em “sinônimo de sustentabilidade, inovação e previsibilidade para o planeta”, ao combinar redução de emissões, geração de emprego e desenvolvimento regional.
Os painéis também destacaram o potencial do Mato Grosso do Sul como plataforma estratégica para a integração sul-americana, especialmente a partir da consolidação da Rota Bioceânica, considerada uma oportunidade para ampliar mercados, reduzir custos logísticos e fortalecer a inserção internacional da produção agropecuária brasileira.
A presença de delegações estrangeiras, diplomatas, representantes de organismos internacionais — entre eles, o IICA — e líderes do setor privado reforçou o caráter internacional do foro. O encontro promoveu o diálogo entre produtores, governos, empresas, academia e organismos multilaterais em torno de um desafio comum: produzir mais alimentos e energia com sustentabilidade, inovação e competitividade.
O FIAP 2026 terminou com uma mensagem clara: em um mundo atravessado por incertezas geopolíticas, desafios climáticos e uma demanda crescente de recursos, o Brasil aspira a desempenhar um papel cada vez mais relevante nas discussões sobre segurança alimentar, segurança energética e desenvolvimento sustentável. Em Campo Grande, o setor agropecuário brasileiro reafirmou sua convicção de que parte significativa das respostas a esses desafios pode surgir do campo, da inovação e da cooperação.
Mais informação:
Gerência de Comunicação Institucional do IICA.
comunicacion.institucional@iica.int