Instituto Interamericano de Cooperação para a Agricultura

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Em parceria com outras instituições líderes, IICA avança em uma agenda de ações concretas para a agricultura tropical, que mobilize fundos e gere impacto nos territórios

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Participam do encontro organizado pelo Governo do Estado de Chiapas e sua Secretaria do Campo, o IICA e o CATIE, agricultores, representantes de organismos estatais, instituições agropecuárias, acadêmicos e organismos internacionais.

Tapachula, México, 29 de abril de 2026 (IICA) — Juntamente com outras organizações internacionais, o Instituto Interamericano de Cooperação para a Agricultura (IICA) avança em uma agenda de ações concretas, compromissos estratégicos e pesquisa para valorizar a agricultura tropical, possibilitando a mobilização de fundos e a implementação de projetos com impacto nos territórios.

O portfólio de iniciativas está sendo elaborado em uma reunião de trabalho de três dias em Chiapas, estado do sul do México com enorme riqueza natural e cultural e que demonstra o extraordinário valor da agricultura tropical para a segurança alimentar do continente e do mundo.

Os agricultores participam do encontro, juntamente com representantes de organismos estatais, instituições agropecuárias, acadêmicos e organismos internacionais.

“Agricultura tropical sustentável, inclusiva e competitiva: rota crítica para o México e as Américas” é o título do evento internacional de alto nível que ocorre na cidade de Tapachula, perto da fronteira com a Guatemala.

Ele está sendo organizado pelo Governo do Estado de Chiapas e sua Secretaria do Campo, juntamente com o IICA e o Centro Agronômico Tropical de Pesquisa e Ensino (CATIE).

O Diretor Geral do IICA, Muhammad Ibrahim, participa do encontro, explicando que a ação coletiva deve favorecer a transição dos modelos tradicionais para uma intensificação sustentável que articule ciência e saberes ancestrais para promover a inclusão e a competitividade. “Chiapas, coração da biodiversidade do México, dispõe de todos os recursos para ser um laboratório modelo a ser replicado em toda a região”, afirmou.

Com eixo na integração entre produtividade sustentável, resiliência climática, inovação tecnológica e mecanismos de financiamento, sob uma visão de cooperação hemisférica, especialistas do IICA, do CATIE, da Parceria Internacional Bioversity-CIAT, do Centro Internacional de Melhoramento de Milho e Trigo (CIMMyT) e do Instituto Nacional de Pesquisas Florestais Agrícolas e Pecuárias (INIFAP) do México debateram caminhos para favorecer ações concretas com impacto nos territórios.

Muhammad Ibrahim, Diretor Geral do IICA; e Diego Montenegro, Representante do IICA no México.

Plataforma hemisférica

“A pesquisa e as novas tecnologias muitas vezes não se traduzem em projetos concretos em benefício das comunidades rurais, que são as que fortalecerão a agricultura tropical no México e nas Américas”, alertou Diego Montenegro, representante do IICA no México e coordenador de Assuntos Especiais da Região Norte, que moderou a discussão.

Juntamente com outras instituições líderes em inovação agropecuária na América Latina e no Caribe — como a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (EMBRAPA), o Instituto Caribenho de Pesquisa e Desenvolvimento Agrícola (CARDI), o CIMMyT e a Parceria Bioversity-CIAT —, o IICA e o CATIE lançaram no ano passado a Plataforma Hemisférica de Agricultura Tropical. Essa iniciativa visa beneficiar agricultores e comunidades indígenas, por meio da implementação de tecnologias inovadoras e de sistemas de produção sustentáveis.

“É um espaço articulador de instituições com grande experiência, que têm lições aprendidas e que desenvolveram avanços científicos de ponta que precisam ser ampliados e levados ao produtor. Já existem as tecnologias comprovadas para uma maior sustentabilidade e competitividade da agricultura tropical, mas muitas vezes não chegam ao produtor”, alertou Karen Montiel, especialista do IICA.

“Com a Plataforma Hemisférica de Agricultura Tropical, as instituições de excelência estão aproveitando nossas vantagens comparativas para avançar em uma agenda de pesquisa adaptada aos territórios tropicais, favorecendo a mobilização de fundos e nos permitindo ter maior incidência em políticas públicas”, acrescentou.

Laura Benegas, Diretora de Pesquisa e Desenvolvimento Verde Inclusivo do CATIE, focou na importância da integração. “Devemos pensar — alertou — em cadeias produtivas que sejam uma combinação de tecnologias e devemos incluir em todos os projetos um componente relacionado aos mecanismos de financiamento. É a única maneira de promover um relevo geracional no campo”.

Alejandro Cano González, do INIFAP, deu um exemplo concreto de cooperação ao descrever a experiência de 150 técnicos mexicanos que foram se capacitar na EMBRAPA, a empresa pública que foi decisiva na transformação da agricultura tropical no Brasil, país que passou, em poucas décadas, de importador líquido de alimentos a uma potência produtora e exportadora.

Jelle Van Loon, Diretor Associado do CIMMyT, mencionou a necessidade de “tropicalizar” as tecnologias agrícolas disponíveis: “Precisamos adaptá-las às necessidades da agricultura tropical e para isso temo que trabalhar em conjunto. O CIMMyT aposta em lotes demonstrativos: temos muitos por toda a região. Também damos prioridade à questão do comércio; buscamos esquemas que integrem produtores de pequena e média escala em mercados com preço justo para o café e o cacau”.

Jeimar Tapasco, cientista principal da Parceria Bioversity-CIAT, falou do portfólio de tecnologias disponíveis para os agricultores em questões como a redução de emissões de gases de efeito estufa ou a gestão da água. “O desafio — alertou — é como conseguimos tecer articulações para que isso produza uma dinâmica com impacto nos territórios; para isso, o papel das instituições públicas é fundamental”.

Muhammad Ibrahim, Diretor Geral do IICA; e Karen Montiel, Especialista em Cooperação Técnica do IICA.

Mais informação:
Gerência de Comunicação Institucional do IICA.
comunicacion.institucional@iica.int

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