Instituto Interamericano de Cooperação para a Agricultura

Desenvolvimento sustentável

O IICA e a Rede Latino-Americana de Bioeconomia lançam BioSinergia 2026, um ciclo de webinars para fortalecer capacidades e impulsionar a bioeconomia nas Américas

Tiempo de lectura: 3 mins.
BioSinergia 2026 da continuidade à primeira edição do programa, desenvolvido entre 2024 e 2025, que permitiu formar mais de 315 participantes de mais de 15 países em temas críticos como focos e princípios da bioeconomia, áreas científicas prioritárias, bioempreendimentos e políticas públicas.

São José, 5 de junho de 2026 (IICA). O Instituto Interamericano de Cooperação para a Agricultura (IICA) e a Rede Latino-Americana de Bioeconomia lançaram o ciclo de webinars BioSinergia 2026, iniciativa em prol de fortalecer capacidades para transformar os recursos biológicos em insumos para o desenvolvimento inclusivo e sustentável da produção na região.

A edição atual procura aprofundar um processo iniciado nos últimos anos, incorporando ferramentas práticas, metodologias e experiências que facilitam a tomada de decisões estratégicas e a transformação do potencial bioeconômico na América Latina e no Caribe em projetos efetivos de desenvolvimento.

BioSinergia 2026 da continuidade à primeira edição do programa, desenvolvido entre 2024 e 2025, que permitiu formar mais de 315 participantes de mais de 15 países, com a participação de 36 palestrantes internacionais.   Nessa ocasião foram abordados temas críticos como os focos e princípios da bioeconomia, as áreas científicas prioritárias, os bioempreendimentos e as políticas públicas.

Os que queiram participar dos webinars poderão encontrar nas redes sociais do IICA e da Rede Latino-Americana de Bioeconomia os respectivos anúncios e acessar à inscrição com um código QR.

Hugo Chavarría, Secretário Executivo da Rede Latino-Americana de Bioeconomia e Gerente de Inovação e Bioeconomia do IICA, destacou que a BioSinergia é o resultado do trabalho colaborativo entre as organizações.

“Somos mais de 100 instituições e 18 países trabalhando juntos há mais de três anos para compartilhar conhecimentos, metodologias, experiências e capacidades que permitam acelerar o desenvolvimento da bioeconomia na América Latina.  Esta segunda edição é um reflexo, precisamente, desse espírito de colaboração regional: aprender uns dos outros, evitar duplicidades e construir ferramentas comuns para que os países e territórios possam avançar mais rápido e com melhores capacidades”, adicionou Chavarría.

O programa se consolida como uma plataforma regional de aprendizado e intercâmbio que promove a geração de capacidades técnicas, institucionais e de articulação entre atores críticos do ecossistema bioeconômico, inclusive tomadores de decisões, os setores acadêmico e privado e organismos de cooperação.

Por meio deste espaço, se procura avançar a partir do conhecimento para a implementação de estratégias de bioeconomia, políticas e iniciativas concretas nos territórios.

Do potencial à ação na bioeconomia territorial

O ciclo 2026 começou com o webinar “Mapear, analisar e transformar a biomassa: ferramentas para identificar oportunidades reais na bioeconomia territorial”, tema central para os países da América Latina e do Caribe que procuram definir quais setores priorizar, como identificar suas vocações bioeconômicas e quais instrumentos utilizar para converter recursos biológicos, biodiversidade, resíduos e conhecimento em oportunidades econômicas sustentáveis.

Durante o lançamento da BioSinergia 2026 se tratou uma das perguntas mais relevantes para o desenvolvimento da bioeconomia: como passar do potencial à ação.  Nessa estrutura, o primeiro webinar se apresentou como um espaço altamente prático, com o objetivo de analisar como os recursos disponíveis como a biomassa, a biodiversidade, os resíduos, as capacidades científicas e o conhecimento territorial podem se converter em insumos críticos para projetar decisões estratégicas, mobilizar investimentos, formular políticas públicas e estruturar projetos com impacto tangível nos territórios.

Na primeira sessão da BioSinergia 2026 foram compartilhadas experiências de países que estão projetando estratégias nacionais de bioeconomia com metodologias práticas para identificar e priorizar oportunidades.  Com a participação de Elvis Stevens García Torreblanca, do Ministro do Meio-Ambiente do Peru, e de Ediner Fuentes-Campos, do Sistema Nacional de Pesquisa do Panamá, foram abordados os desafios que os países enfrentam ao definir prioridades e construir agendas nacionais de bioeconomia.

Rafael Aramendis, consultor da Colômbia; Mônica Trujillo, do Stockholm Environment Institute; Miguel Lengyel, da CIETCI/FLASCO Argentina; e Daniel Ruiz, do CIRCE Technology Center, falaram sobre ferramentas e metodologias para a análise e o desenvolvimento de cadeias de valor bioeconômicas e apresentaram focos concretos para a análise de cadeias e a identificação de oportunidades em diferentes contextos.

Finalmente, o tema da governança e implementação territorial foi apresentado por Paola Zapata, da Universidade CES de Medellín, que destacou a importância de traduzir as oportunidades identificadas em estratégias concretas de desenvolvimento territorial.

BioSinergia nasceu precisamente para isso: para que as experiências e os conhecimentos que já existem na região possam ser compartilhados, adaptados e utilizados por outros países e territórios.  A primeira sessão de 2026 mostrou que a pergunta já não é somente se a América Latina tem potencial bioeconômico, mas como o identificamos, priorizamos e transformarmos em desenvolvimento sustentável, inclusivo e territorial”, sinalizou Zapata.

O ciclo de webinars 2026 continuará com a agenda de sessões temáticas que visam abordar aspectos críticos como políticas públicas, financiamento, comunicação estratégica e ferramentas de implementação.  Com esta iniciativa, o IICA e a Rede Latino-Americana de Bioeconomia reafirmam seu compromisso com o fortalecimento de capacidades na região, promovendo o uso sustentável dos recursos biológicos e a geração de novas oportunidades econômicas para as zonas rurais.

Mais informação:
Gerência de Comunicação Institucional do IICA.
comunicacion.institucional@iica.int

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