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Empresários pedem aprofundamento da cooperação e alianças entre os setores público e privado para fortalecer o ramo agropecuário no pós-pandemia

Manuel Otero, Director General del IICA, Jens Mesa Dishington, Presidente Ejecutivo de FEDEPALMA Colombia y Embajador de Buena Voluntad del IICA en temas de desarrollo sostenible.  Hugo Sigman, CEO Insud Argentina y Embajador de Buena Voluntad del IICA en temas de desarrollo sostenible.
Manuel Otero, Diretor Geral do IICA, Jens Mesa, Presidente Executivo de FEDEPALMA
Colômbia e Hugo Sigman, CEO do Grupo Insud Argentina.

San José, 20 de agosto, 2020, (IICA). Incentivar as alianças público-privadas é essencial para potencializar e sustentar o apogeu da agricultura em meio à pandemia e impulsionar a reativação econômica dos países da América Latina e do Caribe (ALC).

Assim afirmaram dois reconhecidos empresários da região: o colombiano Jens Mesa, Presidente Executivo da Federação Nacional dos Produtores de Palma (Fedepalma), e o argentino Hugo Sigman, CEO do Grupo Insud, conglomerado de empresas cujas áreas de atuação são ciências da vida, agronegócios, informação e cultura, e natureza e design.

Os empresários, ambos Embaixadores da Boa Vontade do Instituto Interamericano de Cooperação para a Agricultura (IICA) em temas de desenvolvimento sustentável, fizeram a proposta em um diálogo de alto nível mantido com o Diretor Geral do Instituto, Manuel Otero.

A iniciativa desses encontros virtuais faz parte dos esforços do organismos especializado em agro e desenvolvimento rural para ajudar a minimizar os impactos da pandemia na segurança alimentar.

“Esta pandemia permite que o setor agropecuário volte a estar na moda, digo isso porque em muitos lugares ele foi relegado a outros setores e para atender às necessidades das cadeias agroalimentares de forma eficiente, os papéis dos setores público e privado devem mudar, Precisamos nos organizar para evitar que as unidades produtivas se tornem menores e menos eficientes ”, disse Mesa, reconhecido como um tenaz modernizador do setor agropecuário colombiano.

O presidente da Fedepalma destacou ainda que a esfera empresarial privada “tem que atuar mais” e deixar de esperar que sejam apenas “os governos que tomem a iniciativa”, já que a via para alcançar melhores níveis de cooperação entre as partes e fortalecer a atividade agrícola no futuro é a a união dos setores.

Por sua vez, Sigman, cujo trabalho destaca as contribuições para a construção de sociedades mais equitativas por meio da pesquisa e da preocupação com a sustentabilidade e o desenvolvimento, destacou que é por meio de parcerias público-privadas que se consegue uma agricultura mais competitiva.

“A importância do vínculo público-privado, a incorporação de conhecimentos à produção, a necessidade de que nossos países e nós, como produtores e setor privado, estejamos atentos a isso, é o que nos trará sucesso e grandes resultados para ser competitivos internacionalmente”, argumentou.

Dada a característica fundamental de fornecedor de produtos de necessidade básica, o setor agrícola é atualmente o menos afetado pela recessão econômica causada pelos impactos do coronavírus.

Mas no nível comercial da região, nem todos os países e redes experimentaram o mesmo impacto. Em abril, as nações que apresentaram os maiores crescimentos nas exportações agrícolas foram Brasil (30,92%), Costa Rica (8,2%), Argentina (4,9%), Bolívia (4,9%) e Guatemala (4,7%), e as exportações agrícolas caíram significativamente no Peru (41,7%) e no Uruguai (16,8%).

Quanto aos produtos de maior crescimento, destacam-se a soja, o açúcar e as carnes bovina e suína no sul, enquanto na América Central, as exportações de café, banana e preparações alimentícias.

Mais ciência, inovação e tecnologia

Os empresários destacaram que também é imperativo para o setor agrícola que os países da América Latina e do Caribe invistam mais em pesquisa, ciência e tecnologia e avancem na digitalização do agro para progredir, com sistemas de produção mais eficientes, sustentáveis e inclusivos, onde as sinergias público-privadas tornam-se indispensáveis.

“Nossos países ainda não valorizam o suficiente o papel que a ciência desempenha na produção, porque os orçamentos de todos os nossos países em pesquisa, ciência e desenvolvimento são baixos. Se queremos aumentar muito a produção de um cultivo, renovar maquinários, usar técnicas de fertilização ou aplicação de tratamento de pragas, é necessário que se intensifique esse vínculo entre o setor público e o privado”, comentou Sigman.

“À medida que nos organizamos, desenvolvemos melhores investimentos em ciência e tecnologia, poderemos avançar em produtividade e eficiência dos processos e poderemos reduzir custos significativamente, mas isso requer apoio institucional”, disse Mesa, por sua vez.

Ademais, afirmaram que é fundamental robustecer a agricultura familiar, fomentar boas práticas agrícolas e o uso eficiente dos recursos naturais como solo e água, priorizar a educação por meio de escolas técnicas agrícolas e promover investimentos e financiamentos.

Durante as interlocuções, os empresários mencionaram que, para dar passos firmes no sentido de fortalecer as alianças público-privadas, avançar em matéria de inovação e transferência de tecnologias, entre outros temas, o IICA desempenha um papel fundamental como ponte entre as partes, compromisso ratificado pelo titular do organismo de cooperação técnica, Manuel Otero.

“O IICA está ativando o diálogo porque consideramos que é essencial, e estreitando o mapa de alianças estratégicas, sempre estabelecendo vínculos, construindo redes. Está à disposição de todos os empresários que têm esta responsabilidade social, de fazer avançar o sector agrícola, para que não seja um modismo passageiro e para que as zonas rurais sejam espaços de progresso, de paz, de geração de empregos”, concluiu Otero.

 

 

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